quinta-feira, 5 de março de 2009
MÚSICA & COMUNICAÇÃO

Em Feitio de oração, um dos sambas-clássicos de sua obra, Noel Rosa diz que ‘‘ninguém aprende samba no colégio’’. Pode ser. Mas em Brasília há muita gente na universidade querendo saber mais sobre a música popular brasileira. Desde o primeiro semestre do ano passado, alunos de diferentes cursos da Universidade de Brasília (UnB) vêm freqüentado aulas da matéria Comunicação e música.
A proposta da disciplina, incorporada ao currículo da Faculdade de Comunicação pelo professor Clodo Ferreira, é mostrar ‘‘aspectos históricos, estéticos, sociais e a evolução tecnológica da produção musical e sua relação com os veículos de comunicação’’ — com ênfase na cultura brasileira.
Neste semestre, em aulas às terças e quintas-feiras, das 8h às 10h, já foram objeto de estudo, entre outros, Pixinguinha, Carmem Miranda, Rádio Nacional, Elvis Presley, Beatles e Música no CPC da UNE. Os temas desta semana — Música de protesto, Jovem guarda e Tropicalismo — foram desenvolvidos pela equipe formada por Raquel Magalhães, Isabela Azevedo e Alice Abud, calouras do curso de Comunicação.
Para poder desenvolver os temas que escolhem, os alunos fazem pesquisa em livros que integram bibliografia sugerida por Clodo Ferreira. Na relação há desde Música popular, do gramofone ao rádio e televisão, de José Ramos Tinhorão (Editora Ática), a Como fazer um disco independente, de Chico Mário (Editora Vozes).
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O enfoque é feito em cima da música brasileira. Mesmo quando se fala de música estrangeira, há de ter vínculo com a cultura brasileira.
Clodo Ferreira, professor
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Programa do curso
1 — Música e comunicação: expressão e mercado
2 — Música e comunicação como indústria cultural
3 — Música popular e identidade nacional
4 — Pré-história da relação música e meios de comunicação
5 — A era de ouro do rádio, os grandes festivais e as riquezas regionais
6 — Movimento da música popular e ambiente social
7 — A música popular em Brasília
8 — A produção independente
9 — Música no cinema, na publicidade e nas novelas
10 — Situação atual e perspectivas
quarta-feira, 4 de março de 2009
INTERAÇÃO PASTOR X MÚSICO

"O my Strengh, I sing praise to you;
you, O God, are my fortress, my loving God". (Salmos 59.17)
Ivone Ruas
terça-feira, 3 de março de 2009
O Poder da música no tratamento oncológico

Um trabalho de experiência musical, iniciado há 19 anos no Centro Infantil Boldrini em Campinas (SP), culminou com a publicação do livro Música – um caminho para a saúde, da pedagoga Rachele Filizzola Vanni. Funcionária aposentada da Unicamp, onde trabalhou no Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (Nics), Rachele explica que tudo começou a partir do registro de um trabalho de música iniciado em 1988, no Centro Boldrini. Uma simples proposta inicial de apoio às crianças e adolescentes portadores de leucemia e câncer infantil, utilizando o mundo sonoro, foi se avolumando e se interrelacionando com múltiplos aspectos da vida no hospital. A tarefa, segundo ela, permitiu seguir por alguns caminhos definidos, tais como a música como poder restaurador de socialização e cultura, e como parte de ligação entre família, hospital e escola. Além disso, a música como poder terapêutico dentro de uma unidade hospitalar.
A obra apresenta registros desses caminhos, tanto por descrições detalhadas como pela síntese dessas vivências enriquecedoras. Também não poderia deixar de oferecer registros e depoimentos de pais, profissionais e voluntários que se envolveram nesse processo. "Como pedagoga, ousei delinear alguns procedimentos que descobri nessa caminhada como resultado de um trabalho diferenciado e nunca experimentado por mim, que é a aplicação de música em terapia para bebês, crianças e adolescentes em uma instituição hospitalar de onco-hematologia pediátrica", ressaltou Rachele. Quem estiver interessado em adquirir o livro pode entrar em contato com a autora no telefone 19-3276-3933 ou através do site da Editora Átomo.
INTERAÇÃO PASTOR X MÚSICO

Quem esta gostando de ver tudo isso sou eu... he! he! he!.
Quando uma vez eu disse que em nossa igreja teríamos de tudo, ( banda, coral, orquestra, etc.,) alguns me disseram... Menos Lelo ! Menos !
Mas eu digo... MAIS !!! EU QUERO MAIS !!!
Eu tenho alguns sonhos, e sei que com a aprovação do Senhor eles estão se concretizando; Um ministério familiar forte, ( e isso o Senhor está nos moldando, chegaremos lá), e uma igreja forte na visão certa de louvor, adoração, culto, comunhão... Estamos nos moldando para isso também.
O equilíbrio entre pastor-liderança-ministérios, é algo que todos pensam na implantação de uma igreja, e é claro, que todos sabem que precisa ter, mas na prática isso fica um pouco mais complicado. Estamos com uma igreja relativamente nova, estamos nos primeiros passos, pois uma criança começa a andar entre um ano a um ano e meio, e estamos com dois anos caminhando para dois e meio, estamos deixando se ser "bebês", estamos saindo da papinha para alimentos mais sólidos, e não é de se espantar que somente de uns 4 domingos para cá que nossa equipe de louvor começa a entrar nos "trilhos" (conforme palavras do Jonathan na reunião de ontem).
Foram meses de trancos e barrancos onde já saimos exultantes de nossos cultos, assim também como frustrados. O pouco que já passamos é o aprendizado para o muito.
Penso nisso, e me lembro de algumas vezes em que o pastor (que estava com razão) nos disse no final do culto ... (hoje foi horrivel), e não foram poucas vezes, mas também me lembro de algumas vezes que tive a vontade de dizer... (puxa pastor, você pisou na bola com a gente...), mas o que estava acontecendo era que etavamos nos limando, pastor-liderança-equipe, e a cada limada doia, de ambas as partes, mas hoje podemos dizer que - ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR, EBENÉZER.
Hoje, superado isso, não nos limamos mais, já nos encaixamos, ainda estamos fazendo ajustes nas engrenagens, elas precisam serem feitas, o produto da produção já está saindo, que é o principal de tudo, a igreja está sendo edificada e o Senhor está sendo louvado.
Quando penso na totalidade das pessoas que estão em nosso ministério, vejo que cada uma tem seus princípios e valores, mas que todos estão convergidos para o mesmo propósito, e isso faz a cara de um ministério, e de uma história de cristianismo, Jesus andou com pessoas de temperamentos diferentes, mas que executaram a obra, respeitando assim as suas individualidades e personalidades. Ele apenas as usou... cada um de seu modo... mas as usou.
Assim somos nós também, estamos sendo usados por ELE cada um com seu papel social e personalidade, pastor-liderança-equipe.
O email que o Tiago nos mandou, com a mensagem do Bezerra, é algo que estamos vendo pelo ângulo da prática e estamos aprendendo a lição, nisso podemos tirar 10.
TODOS SOMOS EXTREMAMENTE IMPORTANTES PARA O FORTALECIMENTO DE NOSSO MINISTÉRIO, não podemos nos dar ao luxo de 'esquecer' ninguém.
Dou-me o direito de usar, para terminar (senão vira sermão), a música...
Somos corpo, assim bem ajustados, totalmente ligados, vivendo, unidos, a glória do Senhor, uma família, vivendo o compromisso, do grande amor de Cristo, eu preciso de ti querido irmão, ...
ps., estou usando o comp. do chefe... ele chegou, então,... FUI!!!
Que a paz do Senhor esteja em nós.
Wesley.
INTERAÇÃO PASTOR X MÚSICO

Acho que estamos no caminho certo- esse de aprendermos uns com os outros. Oremos e vigiemos para que Deus nos guarde dessas falhas, tão comuns e ao mesmo tempo tão eficazes na tarefa de destruir!!!!
Quando vejo coisas assim, penso logo em criar um blog, pois o que o Bezerra colocou em um meio tão acessível, eu já escrevi, só que está mofando em alguma biblioteca. E escrevi a partir de entrevistas que realizei- muuuuitas- tanto com pastores como com músicos. Tenho todos esses relatos gravados, escritos e analisados. Esse email me encorajou a divulgar meus textos, inclusive para serem criticados... ai, ai.
De qualquer forma, o que o Bezerra fala, podem acreditar, é exatamamente a realidade que enfrentamos nas igrejas evangélicas. Músicos não entendidos, não valorizados, não cuidados, sobrecarregados, igrejas e lideranças que não investem nessas vidas- em todos os sentidos.... Por outro lado, talvez por anos de história de marginalidade e exclusão, os músicos estão se tornando cada vez mais "autônomos" de suas autoridades, conselhos, pastores, igrejas, etc....Acabam por responder a intolerância com mais intolerância e se tornam rebeldes a ponto de se tornarem- muitos- um confronto à autoridade pastoral. A humildade está cada vez mais se tornando em glória e os pop- stars estão cada vez mais fortes.
Está mais do que na hora de entendermos que liderança, pastorado e música são todos ministérios que precisam caminhar juntos. Um entender o problema e a dificuldade do outro. A igreja, como corpo de Cristo, precisa de todos para o desenvolvimento de sua missão.
Fico feliz pois estamos em uma igreja que, se ainda não chegou na prática dessa realidade, pelo menos QUER ter essa realidade!!! Isso me anima. Creio nessa visão como a única capaz de diluir esse conflito latente entre músicos e pastores, e no caso de algumas denominações, entre músicos e liderança. Quero que tenhamos uma só visão, uma só idéia, um só louvor. acho que todos nós estamos tentanto....é uma boa causa para oração!!!!!
super abraço, já estou com saudades de vcs....
jac

Prezados,
Antes de mais nada, quero aqui utilizar de alguns minutos para agradecer a todos que evolve a nova formatação deste trabalho do "Ministério de Louvor IPJardins", pelas orações, atenção, ministração e paciência para com nossas vidas (eu e a Elaine). Confesso a todos, que nossos sentimentos de gratidão e louvor crescem a cada dia por fazermos parte desta família.
Aproveitando o ensejo, quero-lhes transmitir este texto, que apesar de nosso dia ser cheio de obrigações, este texto tomará alguns minutos de vosso precioso dia. Peço para que leêm, pois há algo que possa nos ajudar nesta nova empreitada.
Trata-se da interação entre "Pastor x Músico", por Ronaldo Bezerra, um dos mais respeitados músicos do meio gospel no Brasil. Vale a pena ler.
Caso gostem, estou verificando o custo de um evento com ele, um WorkShoping, palestra ou ministração de louvor em um domingo. Caso não gostem, não há problemas. Apenas podemos aprender alguma coisa na leitura deste texto.
um abraço,
Tiago
INTERAÇÃO "PASTOR X MÚSICO"
Trataremos neste tema sobre as responsabilidades dos pastores em relação aos músicos e dos músicos em relação aos pastores.
Assim como muitos músicos tem demonstrado falhas em relação aos pastores, estes também tem falhado em relação aos músicos, permitindo então, uma "porta aberta" para que tanto músicos como pastores, tomem decisões precipitadas cometendo atitudes incorretas, que são injustificáveis em ambas as partes. Lembre-se sempre de algo a ser considerado: em qualquer ponto de tensão, sempre encontramos dois envolvidos e não somente um. Se não tivéssemos desentendimentos e discórdias não haveria ponto de tensão, mas como existe, ambos os lados são responsáveis.
Vamos falar de alguns aspectos no que diz respeito a estas responsabilidades:
RESPONSABILIDADES DOS PASTORES
1- Não separe um músico para o ministério sem que ele receba a devida preparação e contínua orientação (I Cr 25:1). Não convoque pessoas que não possuem um verdadeiro chamado para atuar no ministério. O fato de "gostar de música" não significa ter um chamado para o ministério de música. Portanto, cuidado para não criar falsas expectativas nas pessoas, pois isso acarretará problemas futuros.
2- Ensine a Palavra de Deus constantemente; não somente sobre temas que envolvem a prática musical e dinâmica de cultos, mas detenha-se em assuntos que forme o caráter do músico; principalmente no início da formação de um ministério de música. É importante fazer reuniões de estudo da Palavra e discipulado (II Tm 2:15). Ajude seus músicos a canalizarem seus sonhos e metas na direção correta, dedicando o tempo para o ensino e a comunhão (Pv 27:17).
3- O pastor não precisa ser músico, mas precisa ter a visão a respeito do ministério de música, senão pode acabar atrapalhando o crescimento dos músicos e da Igreja.
4- Cuide e proteja seus músicos ensinando-lhes a se defenderem contra as armadilhas do inimigo, dando a eles base na Palavra e em experiências vividas. Cuidar e proteger do que? Da vanglória - Ensine a luz da Palavra que este caminho é de derrota e destruição (Pv 16:18; 29:23). Das falsas promessas de fama e sucesso -Ajude em amor e ensine a luz da Palavra qual é o melhor caminho a seguir (I Jo 2:14-17). Das más companhias - Ensine seus músicos que "as más companhias corrompem os bons costumes" (I Co 15:33), e dependendo do tipo de amizade que eles cultivarem, poderão trazer boas ou más conseqüências para suas vidas e ministérios (Sl 1:1-6; Pv 1:10). Muitos músicos perderam seu ministério por causa da influência de más companhias.
5- Algumas maneiras de como um pastor pode apoiar e impulsionar seus músicos é orando, acreditando em seus ministérios, elogiando, incentivando, ajudando financeiramente, investindo em equipamentos de som e instrumentos musicais, oferecendo oportunidades para eles estudarem música, fazerem cursos, participarem de congressos, seminários, enviando-os para realizarem trabalhos em outras igrejas, permitindo contato com outros ministérios para que haja fortalecimento e crescimento. Com certeza, surgirão os bons frutos desta semeadura.
6- Além da reunião de estudo da Palavra, estabeleça reuniões de oração com alvos bem definidos. Estabeleça um tempo de comunhão como passeios, churrascos, jantares, cafés-da-manhã, entre outros.
7- Pastoreie seus músicos, pois eles não são "coisas", mas são pessoas e também são suas ovelhas. Muitos pastores não conhecem seus músicos porque não se relacionam com eles.
8- Quando for necessário fazer algumas "cobranças", faça dentro de um equilíbrio, não exija mais do que eles podem oferecer em termos de tempo, disponibilidade, maturidade etc. Seja cuidadoso e prudente, pois não se pode exigir de uma criança um comportamento de um adulto. Seja paciente!
9- Um discípulo se faz tendo seu líder como referência. Para aprender é necessário correção. Os músicos precisam aprender a andar debaixo de autoridade. A autoridade não é imposta e sim conquistada, mas não sendo conquistada acaba virando "tirania". Quando for necessário aplicar alguma correção, faça com amor e não "abandone" seu músico, pelo contrário, traga-o para mais perto. Ore e invista tempo em seu músico para que ele se sinta amado e protegido (Pv 27:23). Não seja radical e intolerante, mas se coloque à disposição para ouvir e ajudar seus músicos. Muitos músicos saíram de alguns ministérios porque foram abandonados por seus pastores.
10- Seja um exemplo vivo. Não mande só fazer, faça na frente, mostre como se faz. Não estou dizendo sobre a técnica musical, mas falo sobre vida, conduta, postura, compromisso, responsabilidade, amor e respeito. O melhor ensinamento que alguém pode dar é sendo exemplo no que fala! (I Pe 5:2-3; I Tm 4:12-16).
RESPONSABILIDADES DOS MÚSICOS
1- Seja submisso à sua liderança. Submissão é uma das características de alguém que já possui um coração regenerado. Portanto, esta pessoa é capaz de submeter-se à vontade de Deus, de seus pastores e líderes, e de seus irmãos (Ef 5:8-21).
2- Tenha disposição para servir. Aprenda a servir com amor sem segundas intenções. O serviço está muito ligado às nossas motivações e interesses. O músico que é um verdadeiro adorador, tem como motivação principal, servir a Deus, aos líderes, à família, aos irmãos e aos perdidos. Sendo assim, o verdadeiro adorador é aquele que tem um coração de servo (Mt 20:26-28; Mc 10:43-45).
3- Seja ensinável, se disponha a escutar, a receber correção e aprender com aqueles que foram colocados como autoridade sobre sua vida. Aprenda a receber as orientações e críticas com um espírito humilde. Quem não é ensinável não pode atuar em nenhum ministério (Rm 13:1-2).
4- Seja fiel, que significa ser leal, honesto e íntegro. Não "jogue sujo" e não seja covarde, mas quando o seu pastor errar, converse com ele de maneira respeitosa, nunca o expondo a outras pessoas. Quem ama protege e cuida. Ame seu pastor (Sl 105:15).
5- Não haja com "estrelismo", mas seja fiel na sua palavra, nos compromissos, nos horários, nos ensaios, na oração e meditação da Palavra. Infelizmente alguns músicos querem caminhar diferente dos outros integrantes no ministério. Quando percebem que os pastores precisam da ajuda deles, pois não há outra pessoa para ajudar, acabam agindo com estrelismo faltando nos compromissos, não dando satisfação, não cumprindo as obrigações etc.
6- Seja sensível às necessidades e carências do seu pastor. Se coloque à disposição para contribuir e ajudar (Rm 12:13a). Muitos são rápidos para criticar e lentos para cooperar.
7- Seja unido e comprometido com a visão do seu pastor (Am 3:3). Muitos por não andarem na mesma visão da sua liderança acabam causando problemas no ministério.
8- Não tome decisões sozinho. Seja prudente, peça ajuda e conselhos ao seu pastor sobre decisões importantes que você precisa tomar no ministério. Muitos enfrentam problemas no ministério por não escutarem os conselhos dos seus pastores.
9- Valorize o investimento financeiro do seu pastor no ministério zelando pelos equipamentos e instrumentos, se dedicando aos cursos, participando dos seminários etc.
10- Cuidado para não semear contenda no ministério por "não concordar com certas orientações" dadas pelo pastor. Mesmo que você não concorde com os direcionamentos dados, não se rebele, mas ore pelo seu pastor e o abençoe. Aquele que é fiel no pouco sobre o muito será colocado (Mt 25:23).
Ronaldo Bezerra